Vice-presidente do governo da Espanha assume a Catalunha

29/10/2017

A vice-presidente do governo da Espanha assumiu o controle da Catalunha. A medida foi mais uma consequência da perda de autonomia da região, depois da tentativa de independência.

 

Os separatistas catalãs comemoraram como se não houvesse amanhã. Lotaram ruas, assistiram a shows e cantaram repetidamente o hino da Catalunha.

 

Mas o dia nem precisou raiar: o primeiro-ministro espanhol tirou do mapa o novo país do mundo.

 

Mariano Rajoy dissolveu o governo e o Parlamento catalães e marcou uma nova eleição para dezembro. Todos os líderes da Catalunha foram já afastados, inclusive o chefe da polícia local, acusado de não impedir o plebiscito.

 

Em poucos minutos, a crise catalã já era notícia em todos os continentes. A União Europeia reafirmou que a Espanha continua sendo a única interlocutora nessa crise. O governo brasileiro pediu a preservação da unidade espanhola. Até aqueles que um dia já conseguiram sua independência não reconheceram a separação. Colômbia quer uma Espanha unida. México não aceita uma independência unilateral.

 

O principal líder catalão gravou um pronunciamento com duas bandeiras: uma da Catalunha e outra da União Europeia. Carles Puigdemont se recusou a deixar o cargo de presidente. Ele disse que vai continuar a trabalhar para construir um país livre.

 

O governo central ameaça acusar Puigdemont de crime de usurpação de funções, com pena de até três anos. A vice-primeira-ministra da Espanha já recebeu o controle da Catalunha. Soraya Santamaria já acertou com os ministros neste sábado (28) as medidas necessárias à "restauração da legalidade constitucional”.

 

Uma pesquisa de opinião mostrou que 46% dos catalães não se importam em continuar na Espanha desde que a região recebesse mais poderes. Quase um terço quer a independência. Para 19%, tudo pode ficar como estava antes da declaração.

 

As passeatas a favor e contra a independência estão aparecendo por todo país. Vai ser difícil para a Espanha voltar a ser o que era antes.

 

Via Jornal Nacional

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