Em mensagem, Dom Luiz deplora ataques à Princesa Isabel e louva ação de grupos monarquistas

Príncipe comentou as ameaças de depredação de monumento à Princesa Isabel localizado em Copacabana, no Rio, e louvou a ação de monarquistas que depositaram flores aos pés da estátua como resposta.

O Príncipe Dom Luiz e a estátua da Princesa Isabel ornamentada com flores pelos monarquistas no último dia 11 de junho (Reprodução/©Folhapress/Confembras)

Por meio da Pró Monarquia e seus canais nas redes sociais, a Casa Imperial do Brasil divulgou nesta segunda-feira (29) mensagem de S.A.I.R. o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, comentando as ameaças de depredação ao Monumento à Princesa Isabel localizado no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, no início desse mês.


Inflamados pelos protestos que vêm acontecendo em todo o mundo e em que ocorreram episódios de depredação de monumentos históricos, perfis de extremistas de esquerda propuseram a seus seguidores no Twitter praticar vandalismo contra o monumento à Dona Isabel.


Ignorantes e desprovidos de conhecimento histórico, influenciadores com perfis verificados pelo Twitter, inclusive sugeriram lançar a estátua ao mar de Copacabana, querendo equiparar a Princesa que aderiu ao abolicionismo e decretou o fim da escravidão no Brasil a um traficante de escravos que teve sua estátua derrubada e lançada a um rio no Reino Unido.



Após as sugestões criminosas de depredação do monumento, o grupo União Imperial Brasileira fez o singelo gesto de ornamentar a estátua com buquês de flores brancas, em alusão às famosas camélias da Abolição que eram cultivadas pelo quilombo do Leblon e usadas pela Princesa Isabel como gesto de adesão ao abolicionismo e em reverência ao histórico envolvimento da Princesa no processo, cuja participação compreendeu não só a assinatura da Lei Áurea, mas também o financiamento do movimento abolicionista, a proteção de quilombos e até mesmo de escravos fugidos em seu palácio, como revela o historiador Eduardo Silva na obra As camélias da abolição: o quilombo do Leblon e a abolição da escravatura (Companhia das Letras, 2003).



Logo outros grupos monarquistas seguiram o exemplo, acorrendo à estátua da Princesa inclusive com o apoio de grupos monarquistas do exterior para depositar mais flores e realizar também a limpeza de pichações que encontraram na base do monumento.



Na mensagem, Dom Luiz lamentou a proposta criminosa de atentado ao patrimônio público e agradeceu aos monarquistas que denunciaram às autoridades as ameaças de depredação da estátua, realizando ainda atos cívicos pela preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro: "Valho-me, pois, destas linhas para agradecer aos beneméritos monarquistas que prontamente se mobilizaram para proteger o legado e render homenagens à nossa ancestral, cobrindo sua estátua com camélias brancas – flor-símbolo do Abolicionismo, movimento pelo qual a bondosa Princesa tanto se empenhou, chegando mesmo a sacrificar seu Trono para que o 13 de Maio se tornasse possível".


Na mensagem, o Príncipe agradeceu também a prontidão da Polícia Militar do Rio de Janeiro em proteger a estátua e destacou o papel exemplar dos monarquistas no atual contexto: "O Brasil hoje assiste ao embate entre velhas forças demolidoras e uma ampla floração de boas tendências, entusiasmos e dedicações, que clama por seu País de volta. Nesse embate, cabe aos monarquistas a primeira linha, mesmo porque temos o melhor contributo a dar".




Leia na íntegra a Mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança:

Meus muito caros monarquistas,


Foi com profunda consternação que recebi a notícia de que, por meio das redes sociais, grupos de esquerdistas extremados vinham incentivando e planejando a depredação da estátua de minha veneranda Bisavó, a Princesa Isabel, localizada na Avenida que traz seu glorioso nome, em Copacabana, no Rio de Janeiro.


Valho-me, pois, destas linhas para agradecer aos beneméritos monarquistas que prontamente se mobilizaram para proteger o legado e render homenagens à nossa ancestral, cobrindo sua estátua com camélias brancas – flor-símbolo do Abolicionismo, movimento pelo qual a bondosa Princesa tanto se empenhou, chegando mesmo a sacrificar seu Trono para que o 13 de Maio se tornasse possível.


Agradeço também à valorosa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – instituição histórica e intrinsecamente ligada à Família Imperial, e pela qual os meus e eu nutrimos profunda admiração e respeito. O reforço na segurança da estátua naturalmente coibiu a ação dos marginais, que, tenho certeza, seriam punidos com todo o rigor da lei.


O Brasil hoje assiste ao embate entre velhas forças demolidoras e uma ampla floração de boas tendências, entusiasmos e dedicações, que clama por seu País de volta. Nesse embate, cabe aos monarquistas a primeira linha, mesmo porque temos o melhor contributo a dar: a plena vigência em nossa Pátria, na esfera social como na política, dos princípios que decorrem do Decálogo.


Nesse sentido, o exemplo da Princesa Isabel, cognominada a Redentora do elemento servil, e que por três vezes foi Regente do Império, mostrando ser, na condução dos destinos públicos da Nação, o modelo ideal de Soberana católica, continua inspirando a nós, seus descendentes, no cumprimento da missão perene que a Divina Providência confiou à nossa estirpe: servir ao Brasil.


Que para tal propósito Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos abençoe e nos preste Seu auxílio.


São Paulo, 29 de junho de 2020


Dom Luiz de Orleans e Bragança

Chefe da Casa Imperial do Brasil


Com informações da Pró MonarquiaCasa Imperial do Brasil

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