Primeiro-Ministro da Romênia renuncia ao cargo


Abandonado pelo próprio partido após divergências com seus dirigentes e desentendimentos com a opinião pública (por, dentre outras coisas, manifestar a intenção de ver a Família Real expulsa do Palácio Elisabeta), Mihai Tudose anunciou, na noite do último dia 14, sua renúncia ao Governo da Romênia.

O AGORA EX-PRIMEIRO-MINISTRO DA ROMÊNIA, MIHAI TUDOSE (OCTAV GANEA/©INQUAM PHOTO)

O Primeiro-Ministro da Romênia, Mihai Tudose, famoso entre nós por sua franca oposição à Família Real, pediu essa semana sua carta de renúncia, informaram noticiários romenos. O anúncio foi feito durante um encontro do comitê executivo do Partido Social Democrata da Romênia (PSD), na última noite de domingo (14).

De acordo com os portais de notícias, a maior parte dos membros da executiva do partido votaram a favor de retirar o apoio do Primeiro-Ministro. A decisão de Tudose veio após uma série de enfrentamentos internos no PSD, mais particularmente com Liviu Dragnea, presidente do partido e também Líder da Câmara dos Deputados. Quando Tudose anunciou, nos últimos dias, sua intenção de ver a Família Real expulsa do Palácio Elisabeta, Dragnea afirmou que, com essa atitude, o Primeiro-Ministro assinava sua carta de renúncia.

O PALÁCIO ELISABETA (CRISTIAN-MIHAIL MIEHS/©WIKIMEDIA COMMONS)

Semana passada, a Família Real Romena foi convidada a evacuar o Palácio Elisabeta até o dia 5 de fevereiro deste ano, informaram noticiários romenos.

Enviado por ordem do agora ex-Primeiro-Ministro da Romênia, a notícia sobre o mandado gerou protestos da opinião pública, que esperava que a Família pudesse permanecer no Palácio após a morte do Rei. Uma lei de 2001 concedeu à Família Real o direito de residir no Palácio Elisabeta até o falecimento do Rei Miguel I, ocorrido no último dia 5 de dezembro. Segundo essa lei, após a morte do monarca, a Família Real teria, então, 60 dias para deixar o palácio.

No último ano, devido ao frágil estado de saúde do Rei, os presidentes da Câmara e do Senado apresentaram ao Parlamento uma lei propondo a permanência da Família Real no Palácio por mais 59 anos, dentre outros benefícios. O Projeto de Lei, contudo, emperrou, especialmente graças à oposição de Tudose.

O Palácio Elisabeta foi construído em 1936 e serviu de residência oficial da Família Real até o fim do reinado de Sua Majestade o Rei Miguel I, deposto em 1947 por um golpe de Estado. O Palácio só voltaria a receber a Família Real em 2001, quando, em reconhecimento aos serviços prestados por Miguel I ao país, o Senado da Romênia concedeu à Família Real o direito de usar o Palácio até o fim da vida do Rei.

DA SACADA DO ELISABETA, A FAMÍLIA REAL SAÚDA SÚDITOS DURANTE FESTIVAL (CRISTIAN COPOSESC/©CASA REAL DA ROMÊNIA)

Nos últimos dias, a Família Real tentou um acordo com o Governo, propondo pagar aluguel para permanecer no Palácio. O Primeiro Ministro, contudo, recusou.

A Casa Real emitiu um comunicado informando que respeitará a lei e que deixará o Palácio Elisabeta até o dia 5 de fevereiro.

Nesta terça-feira (16), Mihai Tudose deixou oficialmente o cargo. Ele ocupava a Chefia de Governo desde junho de 2017 e foi substituído por Viorica Dancila, deputada romena que ocupava assento no Parlamento Europeu. Nomeada pelo Presidente da Romênia (o país é uma República Semi-Presidencialista), ela é a primeira mulher na história da República a ocupar o cargo.

VIORICA DANCILA, A NOVA PRIMEIRA-MINISTRA DA ROMÊNIA, APRESENTA-SE À IMPRENSA DO PAÍS AO LADO DO PRESIDENTE DO PSD E LÍDER DA CÂMARA DOS DEPUTADOS,

LIVIU DRAGNEA (OCTAV GANEA/©AP)

COM INFORMAÇÕES DOS PORTAIS ROMANIA INSIDER E ROYAL CENTRAL

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