Manifestantes clamam pela volta da Monarquia no Irã


Brados pela restauração da Monarquia, derrubada em 1979, são informados pela imprensa internacional, que cobre a onda de protestos que atinge o país. Príncipe Herdeiro do Irã, que vive no exílio, manifestou apoio à população.

A BANDEIRA DO ESTADO IMPERIAL DO IRÃ (REPRODUÇÃO/WIKIMEDIA COMMONS)

Mal os protestos começaram em Mashhad, segunda maior cidade do Irã, rapidamente uma onda de insatisfação popular se espalhou pelo país. Os últimos três dias de protestos já são considerados a maior manifestação contra o regime desde 2009, quando iranianos saíram às ruas contra o resultado das eleições.

O foco inicial dos protestos era a insatisfação contra a queda no padrão de vida, a escassez de recursos e o governo ditatorial de Hassan Rohani, atual presidente do país. Mas, tão logo as manifestações ganharam dimensão, a insatisfação de muitos se traduziu em brados de rejeição ao próprio regime.

Na cidade de Qom, reduto dos clérigos xiitas, manifestantes criticavam o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e pediam a volta da Monarquia.

Gritos de "queremos o retorno do Xá!", "Príncipe Reza, queremos que você volte para o Irã!", "Reza Xá, que Deus o abençoe!" foram ouvidos em diversas cidades do país, registraram veículos de imprensa.

Escreveu a jornalista iraniana Camelia Entekhabifard para a CNN neste dia 31: "A nostalgia do Irã pré-revolucionário enche os corações de muitos iranianos hoje. Nostalgia por um período em que o país era um dos principais exemplos regionais de modernidade, conforto e sucesso, que promoveu o surgimento da classe média e em que o Irã era respeitado entre a comunidade internacional. Coisas que foram perdidas, tiradas dos iranianos."

A Revolução Iraniana, que derrubou a Monarquia em 1979, transformou o Irã, então um país com ampla liberdade de expressão e credo, embora uma autocracia, em uma República islâmica teocrática, sob a liderança repressiva e fundamentalista dos Aiatolás.

ALUNAS DA UNIVERSIDADE DE TEERÃ, ANTES DA REVOLUÇÃO IRANIANA DE 1979: SEM A OBRIGATORIEDADE DO VÉU, ELAS VESTEM MINISSAIAS E USAM ROUPAS DA MODA; A UNIVERSIDADE EM QUESTÃO, A PROPÓSITO, FOI UMA DAS PRIMEIRAS DO MUNDO A ABRIR AS PORTAS PARA AS MULHERES, JÁ EM 1934, BEM ANTES DAS UNIVERSIDADES AMERICANAS (KAVEH FARROKH/FOREIGN POLICY)

O Príncipe Reza Pahlavi, filho do Xá Mohammad Reza Pahlavi, que foi deposto pela Revolução Islâmica de 1979, pronunciou-se nas redes sociais, colocando-se ao lado dos manifestantes.

"Os iranianos, como seres humanos, tem direito à liberdade de expressão e associação. O atual regime e suas forças de segurança devem respeitar esses direitos. Eu estou com meus compatriotas, como sempre estive. Estou com vocês agora e estarei sempre", disse o Príncipe, que fez um apelo: "Conclamo os veículos de mídia e autoridades estrangeiras a pressionarem esse regime. Apoiem o povo iraniano. O povo está levantando vozes em oposição ao atual regime. Ouçam-nas, escutem seus clamores por liberdade e justiça", suplicou.

Reza Pahlavi, Príncipe Imperial do Irã, manifestou ainda não acreditar numa possível reforma do atual regime. "Nunca será reformado. Ele teve 38 anos para sofrer uma moderação, e nunca sofreu. Ao invés disso, sugaram as riquezas nacionais, lançaram o Irã em conflitos com nações estrangeiras e mataram milhares de iranianos para conservar seu poder".

SUA ALTEZA IMPERIAL O PRÍNCIPE HERDEIRO DO IRÃ, REZA PAHLAVI: "ESTOU COM VOCÊS AGORA E ESTAREI SEMPRE" (REPRODUÇÃO/GOOGLE IMAGENS)

A jornalista Camelia Entekhabifard, da CNN, concluiu seu artigo dizendo: "Os iranianos dizem alto e em bom som que não desejam gastar seu dinheiro na Síria e em Gaza, e que querem restaurar o Irã do controle dos mulás. Mas, na ausência de organização e liderança reais, é difícil prever se esses protestos levarão à mudança que os iranianos esperam. Reza Pahlavi representa uma grande oportunidade de liderança para a oposição iraniana, especialmente porque seu pai e seu avô eram muito populares entre o povo. Mas o tempo sozinho pode mostrar se este Príncipe tem a coragem e a capacidade necessárias para liderar a oposição e promover mudanças reais".

COM INFORMAÇÕES DA BBC, CNN E JORNAL O GLOBO

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